T7X impulsiona modelo de emissão nativa para valores mobiliários tokenizados
T7X Equities propõe um framework de “emissão nativa” que integra tokens de blockchain diretamente à emissão autorizada de um valor mobiliário, visando alinhar ativos digitais à legislação societária existente.
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Principais pontos
- O modelo de emissão nativa da T7X cria tokens de blockchain como parte da emissão autorizada do valor mobiliário desde o início.
- A abordagem conta com agentes de transferência registrados para manter o registro legal de propriedade, enquanto a blockchain registra as transferências.
- A T7X foca em ofertas Regulation A+ de até US$ 100 milhões, oferecendo liquidez e conformidade para investidores de varejo.
T7X Equities, plataforma de tokenização incorporada em Wyoming, revelou um modelo de “emissão nativa” que incorpora tokens de blockchain diretamente à emissão autorizada de um valor mobiliário, conforme ensaio compartilhado com a Decrypt. O framework busca reconciliar representações digitais de tokens com os requisitos de direito societário e de valores mobiliários existentes, posicionando a blockchain como parte da infraestrutura da tabela de capitalização ao invés de um invólucro separado em torno de ações tradicionais.
Como a emissão nativa difere das práticas existentes
A maioria das ações tokenizadas no mercado é criada após a emissão das ações subjacentes, mantidas por corretora ou custodiante, e então representada por um invólucro digital separado. Em contraste, o modelo da T7X trata o token como uma das ações autorizadas desde o momento da emissão, vinculando verificação de investidor, validação do agente de transferência e registro na blockchain em um único processo. Estatutos de Wyoming, Delaware e Nevada reconhecem um “certificate token”, permitindo que ações sejam representadas eletronicamente enquanto preservam o registro legal com um agente de transferência registrado. A T7X atua como emissora e agente de transferência, garantindo que o arquivo mestre oficial de acionistas seja atualizado em tempo real em sua Trusted Smart Chain.
Contexto regulatório e oportunidade de mercado
A SEC delineou três caminhos de tokenização em janeiro: tokenização direta pelo emissor, tokens custodiais de terceiros e valores mobiliários de exposição sintética. A emissão nativa da T7X se alinha ao primeiro caminho, enfatizando conformidade e propriedade executável. Ivan Kan, CMO da T7X, observa que 77,6 % dos 593 ativos tokenizados pesquisados pela Pantera Capital eram apenas invólucros digitais, sem status legal de valores mobiliários. Ao integrar a conformidade na emissão, a T7X busca se qualificar sob a Innovation Exemption da SEC, que permite que ações tokenizadas tenham dividendos e direitos de voto. A primeira oferta da empresa, Tranquil Healthcare Fund I, uma captação Tier 2 Regulation A+ de até US$ 75 milhões, recebeu qualificação da SEC em 29 de junho, demonstrando a viabilidade do modelo.
Impacto potencial para investidores de varejo e liquidez
O Regulation A+ permite solicitação pública e participação de investidores não credenciados, exigindo demonstrações financeiras auditadas e divulgação contínua. A T7X argumenta que essa estrutura pode abrir valores mobiliários tokenizados para contas de aposentadoria, que tradicionalmente evitam valores não registrados por restrições de custódia. Ao oferecer um mercado secundário onde os tokens são liquidados de carteira‑para‑carteira sem custodiante intermediário, a T7X afirma proporcionar liquidez a detentores de colocações Reg A e Reg D que, de outra forma, precisariam encontrar compradores privados para certificados em papel.

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