Banco francês Crédit Mutuel Arkéa ligado a roubo de criptomoedas de US$ 133 milhões
O analista on‑chain ZachXBT identificou o Crédit Mutuel Arkéa como provável vítima de um roubo de vários dias que movimentou mais de US$ 133 milhões em USDC e USDT.
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Principais pontos
- ZachXBT rastreou mais de US$ 133 milhões em stablecoins saindo de contas de corretoras e apontou o Crédit Mutuel Arkéa como a suposta vítima.
- A empresa de análise de blockchain Bitquery vinculou US$ 108,8 milhões dos USDC roubados a saques da Kraken, Crypto.com e OKX em um intervalo de 21 horas.
- O banco não emitiu comentário público e autoridades da UE foram instadas a congelar os fundos restantes.
O investigador on‑chain ZachXBT anunciou que um grupo bancário cooperativo francês, o Crédit Mutuel Arkéa, parece ser o alvo de um grande roubo de cripto que ultrapassou US$ 133 milhões. A afirmação segue dois dias de monitoramento de saques de stablecoins em várias corretoras centralizadas. Embora o banco ainda não tenha respondido publicamente, a investigação destaca o risco crescente para instituições financeiras tradicionais que mantêm ativos de criptomoedas.
Linha do tempo da investigação
ZachXBT levantou o alerta em 2 de novembro, observando que uma entidade da UE sem nome havia perdido mais de US$ 106 milhões em USDC e USDT de múltiplas contas de corretoras. Um alerta de acompanhamento em 3 de novembro adicionou mais US$ 27 milhões em saques, alguns ocorridos após o aviso inicial. Em atualização posterior, ZachXBT identificou a instituição afetada como Crédit Mutuel Arkéa, banco cooperativo com cerca de US$ 235 bilhões em ativos e rede de aproximadamente 40 subsidiárias, incluindo o banco digital Fortuneo.
Fluxo de fundos e rastreamento na blockchain
Segundo a empresa de análise de blockchain Bitquery, US$ 108,8 milhões em USDC foram movimentados de contas na Kraken, Crypto.com e OKX ao longo de 21 horas entre 1 e 2 de novembro. A Bitquery também informou que US$ 62,98 milhões desses stablecoins foram convertidos em 27.553 ETH em cerca de quatro horas, indicando tentativas rápidas de lavagem. O analista observou que, no início do ano, emissores como Tether e Circle congelaram cerca de US$ 2,9 bilhões após o hack da Binance, cobrindo aproximadamente 45 % dos fundos roubados. Em contraste, o caso Arkéa parece ter escapado do congelamento imediato, gerando pedidos de intervenção das autoridades europeias.
Resposta regulatória e do setor
ZachXBT alertou que a falta de divulgação formal do incidente pode ter permitido que mais de US$ 30 milhões fossem lavados, fundos que poderiam ter sido congelados sob a regulamentação da UE. O chefe de pesquisa da Grayscale, Zach Pandl, citou o hack da Binance como catalisador para práticas de segurança mais robustas e enfatizou a importância de soluções de custódia institucional, como os ETPs de cripto baseados nos EUA. A BeInCrypto entrou em contato com o Crédit Mutuel Arkéa para comentário; uma confirmação adicionaria um banco europeu regulado à crescente lista de vítimas de roubos de cripto em 2026.
O que observar a seguir
Observadores acompanharão se autoridades francesas ou da UE iniciarão investigação e tentarão recuperar os ativos roubados. Análises adicionais de blockchain podem revelar mais conversões dos stablecoins roubados em outras criptomoedas ou em fiat. Por fim, o incidente pode levar outros bancos europeus a reavaliar suas estratégias de custódia de cripto e exigir protocolos de segurança mais rígidos das corretoras parceiras.

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